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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Paternidade baixa níveis de testosterona


Assim que seu filho nasceu, tudo ficou diferente, inclusive a vida sexual, não é mesmo? Agora, a ciência tem uma explicação para essa mudança. Pesquisadores da Universidade Northwestern, nas Filipinas, descobriram que depois que os homens se tornam pais, os níveis do hormônio testosterona caem, indicando que eles são biologicamente programados para cuidar de seus bebês.

O estudo, publicado na revista científica The Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), acompanhou 624 homens com idades entre 21 e 26 anos durante cinco anos – período no qual alguns se tornarem pais - e descobriu que, logo após o nascimento do bebê, seus níveis de testosterona caíram substancialmente - cerca de 34%. Um número significativo em comparação com a queda normal com a idade, observada em solteiros que não tiveram filhos. Para esse grupo, houve redução de 12%.

Pais de bebês recém-nascidos, com menos de um mês de idade, apresentaram níveis especialmente baixos do hormônio. Quedas maiores também foram verificadas naqueles que passavam mais de três horas por dia brincando, alimentando, dando banho, vestindo ou lendo para seus filhos.

Para o obstetra Abner Lobão, da Unifesp (SP), essa variação do hormônio nos homens “imita” a mudança hormonal da mulher na gravidez e pós-parto, o que favorece um estilo de vida mais propenso a cuidar da gravidez e, depois, do bebê. “Essa é a resposta que muitos casais buscam quando lidam, angustiados, com a demora do retorno à sua vida sexual “normal” depois do parto. É claro que não somos comandados apenas pelos hormônios, mas, sem dúvida, eles são muito responsáveis por esse período sexual mais “tranquilo” depois que os filhos nascem”, diz o especialista.



Bruna Menegueço

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Espere seu bebê querer nascer


Sim! Alguns dias fazem muita diferença na vida do bebê. É claro que existem exceções quando a gestação passa das 39 semanas ou, então, quando há realmente um motivo médico para que uma cesárea seja feita. No entanto, o aumento exponencial do número de cesáreas eletivas (aquelas realizadas sem nenhuma necessidade), tendo como consequência bebês com problemas, tem engatilhado uma série de alertas dos médicos sobre essa irresponsabilidade – no Brasil e no exterior.

Nos Estados Unidos, segundo noticiou a Time, hospitais na Georgia, Flórida e Ohio vêm discutindo sobre o parto cirúrgico feito antes de 39 semanas. No Texas, por exemplo, para limitar os partos antes dessa época, uma legislação começou a entrar em vigor no dia 1o deste mês. Mas será que esse é mesmo o melhor caminho?

Para Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP), esse tipo de lei significa um descrédito total da medicina. “Não deveria ter uma norma, e sim moral de todos os médicos. É ensinado em qualquer faculdade de medicina os aspectos fisiológicos do bebê na gravidez (e os riscos de ele nascer fora da hora). Então qualquer cesárea agendada sem razão e que resulte em alguma situação com o bebê é passível de processo”, diz. E reforça: “O que acontece é que, na maioria das vezes, por conveniência de algumas mães e médicos sempre há uma justificativa, mesmo que errada.”

Segundo Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein (SP), apesar do viés desse tipo de ação dos hospitais americanos ser mais no sentido de proteção e responsabilidade legal, a consequência é boa para o bebê. “Criou-se uma cultura de que o bebê está pronto com 37 semanas, porque para fins de trabalhos científicos não consideramos prematuro a partir dessa época. Só que o momento ideal de ele nascer é quando a mulher entra em trabalho de parto, nunca antes disso”, reforça Alexandre.

Tem que esperar, sim!

Logo na primeira consulta com o obstetra, você fica sabendo em qual provável semana seu bebê vai nascer, certo? E aí já começa a planejar o enxoval, a calcular de que signo ele vai ser, ver se o aniversário dele será perto de algum feriado... Até aí, tudo bem. O problema é que muitas mulheres acabam usando essa estimativa para agendar a data do parto e fazer a chamada cesárea eletiva. Com medo do parto normal, por falta de orientação profissional ou até mesmo por comodidade, a data do nascimento, muitas vezes, acaba sendo decidida previamente. E, se por um lado isso ajuda a família a organizar a chegada do bebê, por outro, a data fixa pode levar ao parto antes do tempo ideal porque não se pode descartar um possível erro no cálculo gestacional.

“É importante esperar que a mulher entre em trabalho de parto pois isso indica a maturidade do bebê e evita maiores complicações tanto para a mãe quanto para a criança”, afirma Wladimir Taborda, doutor em medicina pela Universidade Federal de São Paulo, colunista da CRESCER e autor de A Bíblia da Gravidez (CMS Editora). Se o parto for antes da hora, a criança pode desenvolver problemas respiratórios e, até mesmo, ter de passar alguns dias em uma UTI neonatal para compensar o período em que deveria ter ficado no útero.

Uma recente pesquisa mostra consequências ainda mais graves. Conduzido por cientistas da March of Dimes Foundation, organização não governamental norte-americana que encabeça diversas campanhas contra o nascimento prematuro nos Estados Unidos, o estudo analisou 46 milhões de partos. Os pesquisadores concluíram que o risco de morte é maior para os que nascem antes da 39ª semana em comparação com aqueles que chegam até o final da gestação. A taxa de mortalidade infantil foi de 3,9 para cada mil bebês nascidos vivos a partir da 37ª semana, e de 1,9 para na 40ª semana. Como você viu, mesmo que ele não seja prematuro (ou seja, nasça antes da 37ª semana), não significa que esteja pronto. E, como a cesárea é uma cirurgia, a mãe também corre riscos, como infecção, laceração acidental de algum órgão abdominal, trombose, embolia pulmonar ou hemorragia.

Ninguém está dizendo para se deixar de fazer cesáreas. Esse é um procedimento que salva vidas mas, segundo especialistas, só deve acontecer raramente (veja o quadro) . Em casos de diabetes gestacional ou problemas de pressão arterial, o médico também precisa avaliar. Caso vocês cheguem à conclusão que a cesárea é mesmo necessária, espere pelo menos o seu bebê indicar que quer nascer. O ideal é aguardar pelas contrações (que podem acontecer até a 42ª semana), sempre com acompanhamento do obstetra.

Quando a mulher entra em trabalho de parto, o bebê passa por uma preparação para nascer que começa com as contrações uterinas. Elas funcionam como um alerta para a criança, que passa a liberar substâncias para o amadurecimento final do próprio organismo, como o hormônio corticoide, que age no pulmão – se você estiver em trabalho de parto e for preciso uma cesárea de emergência, a criança já vai estar com o organismo mais pronto. Além disso, o seu corpo também estará mais preparado para amamentar graças a hormônios liberados no trabalho de parto. A segunda etapa ocorre no parto. Quando o bebê passa pelo canal vaginal, os pulmões dele sofrem uma compressão que ajuda a eliminar líquidos e fluídos que possam causar algum desconforto respiratório posterior. É por tudo isso que não vale a pena agendar uma cesárea.

Se você ficou aflita porque agendou o parto do seu bebê ou se estava pensando nessa possibilidade, tente manter a calma: você ainda tem tempo. A primeira atitude é conversar com seu companheiro e com o médico que acompanha você. Diga que deseja esperar pelo trabalho de parto. Como você viu, desde que suas condições de saúde e do bebê estejam normais, não há motivo para desistir. E aproveite para discutir com ele sobre o tipo de parto. Se você não ficar convencida que ele vai tentar o parto normal, veja se não é o caso de procurar a opinião de outro especialista ou até trocar de médico. “Bons profissionais estimulam uma segunda opinião e, inclusive, essa pode ser uma prática saudável para ajudar a diminuir a incidência de cesáreas eletivas no país”, afirma Taborda.

A CESÁREA É INDICADA QUANDO...

• Há sofrimento fetal ou o bebê tem problemas de crescimento.

• Há placenta prévia (quando essa se interpõe entre o bebê e o colo do útero) ou deslocamento prematuro de placenta.

• Existe uma obstrução vaginal (tumor).

• A mãe tem herpes genital e a lesão está ativa até um mês antes do parto.

• Em casos de gestações múltiplas (não é regra).

• A abertura da mãe for pequena para o tamanho do bebê.

• A criança está na posição atravessada ou deitada e não foi possível virá-la para a correta.

Por que tantas cesáreas?

O Brasil, infelizmente, é campeão nesse ranking. Enquanto para a Organização Mundial da Saúde o índice aceitável seria 15%, dados do Ministério da Saúde mostram que no Sistema Público de Saúde ela representa 37% dos partos, e pasme: em alguns dos hospitais mais renomados de São Paulo, o número pode ultrapassar a casa dos 90%, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos da Prefeitura de São Paulo. São multifatoriais as causas que justificam esses altos números.

É verdade que existem casos de mulheres que já chegam na primeira consulta dizendo que não querem tentar parto normal porque ouviu da prima de um amigo que uma mulher teve muita dor durante o parto normal. “O médico não pode se calar diante dessa situação. É preciso conversar com o casal e mostrar que muitos dos temores são infundáveis, e isso deve acontecer durante todo o pré-natal”, afirma Eduardo Souza, obstetra, da Universidade Federal de São Paulo. Mas não se pode dizer que as gestantes são as únicas responsáveis por essa situação.

Os estudos, aliás, contradizem essa percepção. Eles mostram que o parto natural faz parte dos planos da maioria no início da gestação, mas elas acabam desistindo da ideia por falta de informação ou desestímulo do médico que a acompanha ou familiares. Luciana Ivanike Isolani, 30 anos, conta que durante sua primeira gestação nem cogitou a possibilidade de tentar o parto normal. “O médico me desencorajou durante todo o pré-natal dizendo que eu não teria dilatação suficiente. Me senti completamente incapaz.”

Um motivo que explica esse grande número de cesáreas é que esse é um procedimento em que os médicos se sentem no controle da situação, justamente por ser uma cirurgia. “Os profissionais se sentem mais seguros”, afirma Gene Declercq, professor doutor do Departamento de Ciências da Saúde Comunitária da Universidade de Boston (EUA). Outro aspecto é a praticidade, tanto para as mães quanto para os obstetras. O médico consegue se organizar para fazer mais de um parto em um só dia, e não ficar horas acompanhando um único trabalho de parto. “Não é raro que a operação aconteça em dias úteis e em horário comercial, o que reforça a comodidade do agendamento. É comum ocorrer picos de cesáreas em vésperas de feriado”, afirma Maria Esther Vilela, obstetra, coordenadora do Departamento de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.

E ainda tem um dos pontos mais polêmicos, o fator financeiro. “Por ser uma cirurgia, a cesárea gera um custo maior e, consequentemente, paga melhor”, afirma Souza. A Agência Nacional de Saúde Suplementar afirmou à CRESCER que o fator cultural, ou seja, a mulher não querer o parto normal, é o determinante para o cenário atual, e não apenas a remuneração dos médicos. Mas, com a data agendada, o especialista tem outra vantagem: ele não precisa perder as consultas do consultório.

Para mudar esse cenário, nos últimos anos a humanização dos partos passou a ser discutida por diferentes setores da sociedade. De acordo com Declercq, para que seja realmente significativa, a mudança deve ir além de questões estruturais. “Colocar fotos bonitas na parede e melhorar a cortina do quarto não é suficiente para definir a humanização do parto. É preciso que os profissionais transformem suas práticas, respeitando as decisões da mulher, as encorajando e interferindo somente quando necessário.” Para que você faça a melhor escolha, informação e confiança no seu médico é que vão fazer a diferença. Não queira nada menos que o melhor para você e para o seu bebê.

BENEFÍCIO DO PARTO NORMAL PARA A MÃE

Você já conhece vários motivos, não é? Uma pesquisa norte-americana revelou mais um: mulheres que entram em trabalho de parto e têm os bebês pelo método natural se sentem mais seguras e tranquilas do que as que fazem cesárea.

Fonte: Site Crescer. Outras fontes: A Bíblia da Gravidez (CMS Editora); Arthur Habib, anestesista do Hospital São luiz (SP); Melania Amorim, professora de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Campina Grande (PB).; Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar

Antes de engravidar eu pensava na cesarea, sem dor, prático! Assim que eu soube que estava grávida foi como se um botãozinho mudasse lá dentro e pelo bem daquele bebê eu passaria por qualquer coisa, inclusive a dor do parto!

Passei a gestação inteira querendo parto normal, passaram as 38 semanas, a 40° semana, a 41° semana e eu lá sonhando com o dia da minha pequena querer sair.

As pessoas me perguntavam, pra que isso? Além de falar mil vezes sobre muitas vantagens, eu dizia: A gente escolhe tanta coisa na vida de um filho, a roupa que ele vai usar, a escola que vai estudar, o curso que vai fazer, a MINHA filha vai escolher o dia do aniversário dela.

Foi então que na prorrogação da semana 41 eu sinto a vontade dela nascer. Entrei em trabalho de parto as 3:30hs do dia 09 de fevereiro de 2007, as 07:40hs eu chego no hospital, e a cesarea de emergencia é feita as 16:37hs.

Beneficios? Uma criança esperta, gordinha, com maravilhosas noites de sono e sem cólicas. Precisa de mais alguma coisa?


terça-feira, 19 de julho de 2011

TREINAMENTO ANTES DE TER FILHOS


Para todos aqueles que já tiveram filhos (para lembrar) e para os que pretendem ter (para se preparar bem). O treinamento é grátis e deve ser feito por aqueles que pretendem ter filhos!!!!!!

Exercícios práticos para treinamento de futuros papais e mamães (o grau de dificuldade de cada exercício é equivalente a tratar de uma criança com 01 (um) ano de idade):

VESTINDO A ROUPINHA

Compre um polvo vivo de bom tamanho e vá colocando, sem machucar a criatura, nesta ordem: fraldas, macaquinho, blusinha, calça, sapatinhos, casaquinho e toquinha. Não é permitido amarrar nenhum dos membros.

Tempo de duração da tarefa: UMA MANHÃ..

COMENDO SOPINHA

Faça um buraquinho num melão, pendure o melão de lado no teto com um barbante comprido e balance-o vigorosamente. Agora tente enfiar a colherinha com a sopa no buraquinho. Continue até ter enfiado pelo menos a metade da sopa pelo buraquinho.
Despeje a outra metade no seu colo. Não é permitido gritar. Limpe o melão, limpe o chão, limpe as paredes, limpe o teto, limpe os móveis à volta. Vá tomar um banho.

Tempo para a execução da tarefa: UMA TARDE...

PASSEANDO COM A CRIANÇA

Vá para a pracinha mais próxima. Agache-se e pegue uma bituca de cigarro. Atire fora a bituca, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue um palito de picolé sujo. Atire fora o palito, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue um papel de bala. Atire fora o papel de bala, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue uma barata morta, dizendo com firmeza: NÃO! Faça isso com todas as porcarias que encontrar no chão da pracinha.

Tempo para execução: O DIA INTEIRO.

PASSANDO A NOITE COM O BEBÊ PARA ACALMÁ-LO OU FAZÊ-LO DORMIR

Pegue um saco de arroz de 5 kg e passeie pela casa com ele no colo das 20 às 21 horas.
Deite o saco de arroz. Às 22:00 pegue novamente o saco e passeie até às 02:00.
Deite o saco e você. Levante às 02:15 e vá ver a Sessão Corujão porque não consegue mais pegar no sono.
Deite às 03:00. Levante às 03:30, pegue o saco de arroz e passeie com ele até às 04:15.
Deitem-se os dois (cuidado para não usar o saco de travesseiro).
Levante às 06:00 e pratique o exercício de alimentar o melão. Não é permitido chorar perto do saco.

GERAL

Repita tudo o que você disser (frases ou palavras), pelo menos cinco vezes. Repita a palavra NÃO a cada 10 minutos, fazendo o gesto com o dedinho. Gaste uma pequena parcela do seu orçamento (90%) com leite em pó, fraldas, brinquedos, roupinhas. Passe semanas a fio sem transar, sem ir ao cinema, sem beber, sem sair com os amigos e adulando o saco, sorrindo e brincando com ele no colo...

Pronto...agora vc já deve estar pronto para ter filhos!!!!

(autor desconhecido)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Filhos de uma união entre primos: é ou não aconselhável?

Todo mundo diz que casar com o primo de primeiro grau é muito perigoso, pois pode gerar filhos com deficiências. Esse tema é cercado de preconceito e incertezas, que passa de gerações para gerações sem que se discuta qual a verdadeira lógica dessa afirmação.

De acordo com uma pesquisa do Conselho Nacional da Sociedade de Genética dos Estados Unidos, o risco de um casal sem parentesco gerar um filho com deficiência é de 3%. Já para casais que têm consanguinidade, o risco sobe para quase 6%. Isso quer dizer que há a possibilidade de 94% do bebê fruto de uma relação entre parentes nascer saudável.

O pequeno aumento no risco ocorre porque as pessoas que possuem parentesco podem portar alguns dos mesmos genes causadores de doenças, herdados de ancestrais comuns.

Cientistas da Universidade de Massachusetts afirmam num artigo publicado na revista científica Public Library of Science que casais primos têm o mesmo risco de desenvolver um bebê com deficiência do que uma mulher que gere um bebê aos 40 anos. Dificilmente alguém desaconselha uma mulher de 40 anos ter um bebê, mas isso acontece, e muito, com um casal que são primos.

O que os casais que têm consanguinidade precisam fazer é um aconselhamento genético. Nesse aconselhamento serão feitos estudos na família e levantado o risco daquele casal específico de desenvolver alguma alteração no filho que será gerado.

Para os casais que vêm de famílias sem histórico de doenças genéticas, o risco é realmente baixo. No caso de famílias em que são comuns casos de doenças genéticas graves, como as que levam à surdez e a problemas neurológicos, o risco cresce bastante. O casal deve fazer pelo menos uma avaliação antes da decisão de ter filhos.

Depois do aconselhamento genético, a decisão de ter filhos e de determinar se o risco é grande ou não são dos pais.

Bruno Rodrigues

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Voz da mãe ativa o cérebro do bebê


Você provavelmente nunca pensou que o som da sua voz, além de acalmar o seu filho, é capaz de ativar partes do cérebro dele responsáveis pela aquisição da linguagem. Mas essa foi a constatação de pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas aplicaram eletrodos na cabeça de 16 bebês enquanto dormiam e pediram para a mãe fazer um curto som da vogal A. Na sequência, repetiram o exercício com uma enfermeira, que também é mãe. Quando a mãe da criança avaliada falou, o exame mostrou claramente reações no lado esquerdo do cérebro, em especial no processamento da linguagem. Por outro lado, quando a enfermeira falou, o que o lado que reagiu foi o direito, responsável pelo reconhecimento de sons e timbres da voz.

Para Antonio Carlos de Farias, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), o estudo constata algo que já era conhecido na neurociência. “Esse impacto que a voz da mãe exerce no cérebro do bebê começa ainda quando ele está no útero. Por isso, ao nascer, já é capaz de distinguir a voz da mãe das demais”, diz. Segundo os cientistas da Universidade de Montreal, a pesquisa sugere que a mãe é a iniciadora primária da linguagem do filho.

E se você pensa que é preciso um estímulo especial para ajudar o bebê nas habilidades da fala, saiba que só o fato de você passar a mão na sua barriga, dar bom dia para o seu filho e depois com ele desde pequeno manter um diálogo gostoso já é suficiente para provocar reações que vão ajudar no desenvolvimento de regiões do seu cérebro. Da próxima vez que alguém se espantar quando ouvir você batendo um papo com o barrigão, já sabe o que responder!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Relactação, a solução!

Você conhece? Já ouviu falar? Então vamos direto ao ponto, sobre como fazer a relactação, e depois conversamos mais á respeito.

PARA A RELACTAÇÃO, será preciso:

* Sonda nasogástrica nº 4 ou 5

É por onde o leite vai passar até chegar ao bebê.

* Seringa, mamadeira pequena ou (melhor opção) Frasco de nutrição suplementar\ ou frasco de nutrição enteral.

Esse frasco substitui a mamadeira ou a seringa, pois é de mais fácil manuseio, deixando as mãos livres.

Para a relactação o uso desse utensílio é melhor, pois faz com que o leite desça pela sonda com maior praticidade. A mamadeira algumas vezes não permite a descida do leite satisfatoriamente. A seringa pode acontecer de pressionar rapidamente soltando jatos na boca do bebê, ocasionando em engasgo.

Pode encontrar a sonda e o frasco por preços que variam de r$ 0,40 (é, só isso mesmo!), a R$ 8,00, em lojas de produtos farmacêuticos (talvez encontre em farmácias comuns).

Lojas especializadas em bombas de ordenha do leite materno e utensílios para amamentação vendem (também via internet), o equipamento completo, por preços mais altos. Apenas o frasco mostrado na foto da mãe relactando, acima, sai em média de R$ 70,00 a 250,00!

* Fita crepe, para prender a sonda junto ao seio.

Pronto!

Depois de organizar os detalhes, comece a relactação:

• Coloque a ponta da sonda cerca de 2cm ao lado, ou por cima do mamilo.

• Prenda a sonda com a fita crepe. Se achar mais confortável, segure firme, sem prender.

*Se o bebê sugar muito rápido o leite do recipiente, arrume sonda de calibre menor, ou aperte com o dedo administrando a quantidade.

Ao iniciar a relactação, evite:

• Dar outro líquido ao bebê;

• Utilizar mamadeira. Nos momentos em que não relactar, utilize copinho ou colher para dar o leit, evitando a confusão de bicos pelo bebê;

• Aproveite quando ele estiver com fome, para que a aceitação seja maior;

• Se consegue ordenhar o leite para colocar no recipiente, bom. Caso nao seja possível, não há problemas. Dê o leite que o bebê está acostumado.O importante, agora, é a sucção do seio.

•Pingue o leite com seringa ou conta-gotas nos lábios do bebê, no mamilo e na aréola do seu seio, para que ele sinta o cheiro e o sabor, estimulando a pega;

• Realize todos os dias a ordenha do leite materno, de 2 em 2 horas, mesmo que não tiver leite para ordenhar. Isso vai estimular a produção, aos poucos, mas logo dará resultados.

Quando fazer a relactação

• Quando o bebê deixou o peito para usar a mamadeira, e a mamãe quer voltar a amamentá-lo;

• Quando o bebê apresenta sucção pouco eficiente e apresenta baixo peso;

• Quando o bebê parece rejeitar o seio;

• Bebê prematuro que não consegue ordenhar todo o leite necessário para sua nutrição;

• Bebê doente – cardíaco e outros – que não podem fazer esforço;

• Portadores de síndromes, caso haja dificuldade;

• Recém-nascidos cujo leite da mãe não desceu;

• Mães que tomaram medicamentos para secar o leite e querem retomar a amamentação;

• Mamães adotivas que querem amamentar seus bebês.

Mas, então, para quem ainda não sabe, o que é a Relactação?

Relactação é uma maneira simples de auxiliar as mamães que querem amamentar seus bebês, mesmo quando por motivo de força maior tiveram que parar de dar o peito, ou nunca deram (mães adotivas ou que tiveram problemas de saúde que as impediram de fazê-lo).

Aqui no Brasil, a relactação é mais conhecida graças ao trabalho de divulgação de instituições não governamentais que apóiam a amamentação (nacionais ou internacionais). No exterior, já é velha conhecida de algumas décadas.

Á partir dessas organizações é que a relactação tornou possível a realização do desejo das mães que querem amamentar seus filhos. Descobrindo ainda que não há motivos que impeçam uma mulher de relactar.

Completamente ligada á natureza feminina, a relactação ativa hormônios (a ocitocina e a prolactina) que não apenas ajudam na produção do LM (leite materno), como o faz aumentar consideravelmente!

Muitas mães podem conseguir o mesmo apenas colocando o bebê para sugar o seio, em intervalos regulares, mas outras precisam de uma forcinha extra.

Se algum médico “liberar” fórmulas artificiais para seu bebê, entre outros motivos, porque:

1) Parece não ganhar peso (provavelmente porque a pega do seio não está correta, então ele ingere menos leite materno do que poderia);

2) Seu leite é fraco e não sustenta o seu filho (idem acima. Esse mito é o mais absurdo do rol de “motivos” para introduzir alimentação complementar precocemente)

3) Está com mastite ou rachaduras no seio, depressão pós-parto, tomando remédios que poderiam ser evitados, etc.

Pense muito bem antes de trocar a amamentação pela alimentação artificial. E lembre-se da relactação para retornar a beneficiar seu bebê com o melhor alimento que pode fornecer para ele.

A relactação ainda não é muito difundida nos bancos de leite de maternidades, e mesmo em bancos de leite oficiais, brasileiros. Nem mesmo naqueles que constam na lista da página da Fiocruz (depois posto o link).

Deveria ser indicada como técnica para auxílio em tratamento de prematuros e bebês nascidos em tempo, internados em hospitais do país.

Deveria ser parte da especialização de médicos pediatras (que tanto aprendem em cursos patrocinados por indústrias de fórmulas de leite em pó a desestimular a amamentação, pois conhecem substitutos ao LM mais lucrativos, não para os pais).

Deveria ser opção de tratamento para bebês alimentados artificialmente, que padecem de doenças que prejudicam seu desenvolvimento, como por ex. RGE ou alergias alimentares;

Aliás, a (cada vez mais crescente) alergia ao leite de vaca e fórmulas á base de é a número 1 entre bebês e crianças até 3 anos. Isso subestimando a realidade, com casos e casos mal diagnosticados.

Enquanto vemos o “apoio” á amamentação sendo feito de forma frouxa (em ações do governo federal, com campanhas publicitárias onde apenas mostram artistas conhecidas do grande público), na realidade, nada de efetivo e concreto é realizado junto á população, para que resulte em conscientização e apoio real á amamentação materna no país.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quando meu filho vai dormir a noite toda?



Qual pai ou mãe, logo que chega em casa com o bebê da maternidade, não tem a sensação de que nunca mais vai dormir como antes? E não vai mesmo!!! Pelo menos até eles casarem. hahaha! Se você está passando por isso, uma pesquisa comprovou o que nesse momento é difícil acreditar: seu filho provavelmente vai dormir a noite toda em poucos meses.



Na primeira semana de vida da AnaLu ela dormia as 23:30h e acordava as 6:00h um sonho para qualquer mãe, não é? Ela dormia e eu ficava mais umas duas horas babando, chorando, encantada com aquele pedacinho do céu. Foi quando alguém da área da saúde da familia disse que eu era louca e que um bebê NUNCA poderia ficar tanto tempo sem mamar. Desde então, as 3hs da manhã lá ia eu acordar o sono perfeito e tranquilo da minha filha para dar de mamá. No dia seguinte eu tava um caco e foi assim por alguns meses. Até que o pediatra disse que eu jamais deveria ter feito isso, porque se ela estivesse com fome ou desconfortavel com alguma coisa ela se manifestaria com a unica forma de comunicação que ela conhecia: choro.

Um estudo realizado por pesquisadores da University of Canterbury, na Nova Zelândia, envolveu pais de 75 crianças que preencheram um diário sobre o sono do filho durante seis dias por mês, do nascimento aos 12 meses. Os resultados mostraram que aos 5 meses 50% das crianças eram capazes de dormir entre 22h e 6h. Animador, não?

É preciso lembrar, no entanto, que o padrão de sono varia de criança para criança. Enquanto umas dormem o regulam mais rápido, outras demoram um pouco mais.

A pediatra Márcia Hallinan, do Laboratório do Sono da Universidade Federal de São Paulo, preparou um lista de situações que você, provavelmente, já enfrentou. Para que os pequenos aprendam a dormir, ela explica que é necessário rotina, ajuste de horários e paciência, muita paciência. Os exemplos abaixo podem ser aplicados eventualmente, portanto, evite-as:


>> ninar bebê no colo diariamente (o correto é colocá-los na cama ou berço e ler por uns 15 minutos ou cantarolar embalando-o pelo mesmo tempo);

>> nada de perambular com a criança pela casa no carrinho de bebê, ou colocar no bebê-conforto lugares esquisitos, como sobre a máquina de lavar (ninguém precisa ser chacoalhado para pegar no sono. Dê uma fraldinha, que ele se auto ninará);

>> nada de passear de carro com o pretexto de fazer a criança dormir;

>> não ofereça mamadeira ou chá a cada choramingo, elas só podem existir se fizerem parte do ritual;

>> pode ser uma delícia, mas não é correto ficar abraçados, lendo até eles dormirem. Você deve deixar o quarto deles quando estiverem sonolentos, mas ainda acordados. Eles devem perceber que estão sozinhos, para não se assustar quando despertarem no meio da noite;

>> nada de inventar situações negativas em relação ao sono, como bicho-papão;

>> atenção: berço não é lugar para castigo!

Eu amamentava deitada, ela dormia muito fácil então eu a levava para o berço. Foi assim até 1 ano e 8 meses quando eu desmamei, mas até esse ano a gente dormia nessa posição e no mesmo ritual. De um tempo pra cá ela vai sozinha pra cama dela, eu fico lá lendo, ninando, cantando, contando histórinhas até ela pegar no sono.
Até hoje essa é a nossa posição de aconchego, e nós adoramos!!

Na posição deitada, a mãe e o bebê estão frente à frente (barriga com barriga). A mãe oferece o peito do lado que está deitada. Esta posição e a sentada inversa são mais apropriadas quando a mãe for submetida a uma cesariana. Não se preocupe em dormir com o bebê na mesma cama, não há perigo.

PS: A Analu NUNCA dormiu entre nós, primeiro porque nós passavamos a noite em claro quando ela estava na cama e segundo porque eu acho ótimo manter o nosso canto, a nossa intimidade. Quando é necessário, porque ela estava doente, por exemplo, o papai acaba indo para o colchão.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Shantala - a arte de massagear seu bebê

A Shantala é uma técnica de massagem que surgiu na Índia. É uma deliciosa maneira de aproximar ainda mais a mãe e seu bebê! O vínculo criado entre o massageado (bebê) e quem o faz (pai, mãe, avós, cuidadores, etc) é de extrema importância para o bebê. Por isso, quem vai aprender a técnica deve agir com grande responsabilidade e muito amor.

Foto: Adriana Vieira

A massagem pode ser aplicada em bebês a partir de uma mês de idade, e não antes disso! É isso que se preconiza na índia, pois assim como a moleira do bebê ainda está aberta, a filosofia Indiana afirma que os chakra, ou seja, os pontos de energia do corpo do bebê, também ainda estão abertos, e em formação, durante o primeiro mês de vida.

Foto: Adriana Vieira

A técnica da Shantala não é difícil de aprender, mas a arte em aplicá-la deve ser respeitada. Há uma sequência a ser seguida e isso deve ser priorizado.

Deve-se criar uma rotina para se fazer a massagem, ou seja, ela deve acontecer sempre no mesmo horário, de preferência ao anoitecer. Pois após recebê-la o bebê deve tomar um banho de imersão (banheira ou ofurô) para se acalmar ainda mais. Depois ele deve ter um soninho reparador, longo e delicioso!

Durante a aplicação, outro ponto importante é o óleo a ser passado no corpinho do bebê. Ele deve ser vegetal (extraído das plantas) e não mineral, vindo do petróleo! Os melhores são os de amêndoa-doce, coco, girassol e uva.

Segundo Frederick Leboyer, obstetra francês, que trouxe esse presente para o nosso continente, "é preciso conversar com a pele do bebê, que tem sede e fome como sua barriga".

Leboyer enfatiza a importância de quem vai aplicar a massagem, de estar 100% onde se está, prestando a atenção no seu bebê, mantendo o olhar em seus olhinhos, e a mãe e o coração juntos!

Os benefícios que essa massagem proporciona são diversos, entre eles a sensação de bem estar e calma. Ao receber o 'toque', o bebê sente-se mais seguro e acolhido. Os estímulos que eles recebem através do toque, produzem endomorfinas, hormônios neurológicos que reforçam sensações de amor, calor, amizade... um verdadeiro ato de amor!

Então, lembre-se: a hora reservada para aplicar a shantala, é hora de ambos estarem juntos, olho no olho, toque a toque!

Adriana Vieira
Instrutora de Yoga, com especialização em BabYoga, Yoga Pré-Natal e para Crianças.

domingo, 17 de outubro de 2010

E você, já slingou hoje?

Você já ouviu falar do Sling? Já Slingou? Não? Olha oque você está perdendo!

Algumas mães se divertem contando que "Colocava o 'sling' de manhã e passava o dia todo com ele. Na única vez em que esqueci, fiquei 'podre' de levar meu filho no colo. Usava tanto que não conseguia tirar nem para lavar", diverte-se.

Assim como as mães-celebridades Julia Roberts e Angelina Jolie, Relze faz parte de um grupo crescente de mulheres (e homens) de grandes centros urbanos que está aderindo a carregadores de tecido para transportar os bebês próximos ao corpo durante passeios e tarefas rotineiras, um hábito arraigado entre povos de regiões da Ásia e da África e que tem adeptos também na Europa e na América do Norte.


A modelo Luciane Trapp, 26, que usa o "sling" com Bernardo, de dois meses, e já usou o carregador com o filho mais velho
A modelo Luciane Trapp, 26, que usa o "sling" com Bernardo, de dois meses, e já usou o carregador com o filho mais velho

Além do aspecto prático --liberar mãos e braços do adulto para outras atividades--, os defensores do "sling" atribuem a ele outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados.

"As mães relatam que seus filhos choram menos e se sentem mais seguros, além de sentarem e andarem mais cedo", afirma a pediatra Jucille Meneses, do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Embora não haja embasamento científico para indicar o uso do 'sling', o contato com a mãe é benéfico para o lactente."

Nos Estados Unidos, o pediatra William Sears, autor de mais de 40 livros, é um dos entusiastas dos carregadores e o responsável por cunhar o termo "babywearing" (algo como "vestir o bebê"). De acordo com ele, os bebês "slingados" choram menos, aprendem mais e são mais espertos.

A modelo Luciane Trapp, 26, que começou a usar o "sling" com Gabriela, 3, e atualmente carrega Bernardo, de dois meses, tem sua própria explicação. "O bebê sai da barriga e é colocado em um berço grande e vazio, o que é muito frio. No 'sling', é como se continuasse no meu corpo", diz. "E, se ele quer mamar, é só arrumar o pano que não dá para ninguém ver. Faço isso até andando."

A pediatra Jucille Meneses cita outras vantagens da rede: mantém as pernas do bebê unidas e não altera o desenvolvimento do quadril, o que pode ocorrer com o uso contínuo da mochila e de modelos tipo cadeirinha. "Algumas pessoas podem se questionar se o carregador aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê, mas isso não ocorre. Ele não leva a vícios de posição", completa.

Cólicas

O "sling" também costuma ser associado à diminuição das cólicas. Relze Fernandes, que passou dez meses "slingando" os filhos, atribui as poucas crises ao fato de eles terem passado muito tempo com as pernas encolhidas na rede. Para a pediatra, a explicação é outra: as dores diminuem graças ao fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê, "que melhora o ambiente psíquico e, conseqüentemente, as cólicas".

Mas nem todo mundo se sente confortável com o carregador. A psiquiatra Fernanda Moreira, 36, usou com o filho Thiago nos primeiros meses, mas depois notou que ele não queria mais ficar na rede. "Ele não gosta de colo deitado, só em pé, até para dormir. Então, detestou o "sling" logo que passou dos dois meses. Acho que passou a se sentir meio preso", diz.

Em relação ao corpo da mãe, há pelo menos uma ressalva. Para Osmar Avanzi, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e professor da Santa Casa de São Paulo, não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos para não sobrecarregar a coluna. "É importante também ter um bom condicionamento físico e fazer alongamento para evitar dores lombares. Sem falar que, quanto maior o peso da criança e do próprio adulto, pior a sobrecarga", explica.

Outro medo recorrente entre os que olham com desconfiança para os carregadores, o de criar crianças extremamente dependentes dos pais, é rechaçado pelas adeptas. "Eu me preocupava muito de voltar a trabalhar e o Pedro não se adaptar, pois só dormia no 'sling', mas depois parecia que ele tinha nascido na escola. Ele é muito independente", afirma Relze Fernandes.

Vale lembrar que os carregadores são seguros, desde que os pais tomem alguns cuidados, como verificar o estado da costura e do tecido, não deixar que o pano cubra o rosto do bebê, não colocar objetos dentro do "sling" e, por fim, usar o bom senso ao transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para a frente e evitando manipular bebidas quentes e chegar perto de chamas ou objetos cortantes e pontiagudos. O uso é contra-indicado ao andar de bicicleta ou dentro do carro.

Palavra de Neonatologista:O neonatologista Carlos Eduardo Correa é um dos defensores do sling e costuma apresentar o acessório a todas as pacientes. O médico conta que sempre teve interesse nas formas que os diferentes povos têm para carregar as crianças, sobretudo os bebês. A principal vantagem do acessório, acredita o médico, é trazer a mulher de volta à ativa. “A falta de mobilidade enquanto amamenta é uma das principais causas do desmame, e o sling devolve essa liberdade. Muitas pacientes já aprendem a dar de mamar usando o sling”, diz. Correa ainda ressalta a aproximação entre mãe e filho que o acessório proporciona, principalmente nos primeiros dias de vida. “O bebê fica em contato direto com a mãe e não esquecido no carrinho. Não existe mimar criança com menos de 6 meses, não tem isso de ela ficar mal acostumada”, defende.

FONTE: www.g1.globo.com

Palavra de fisioterapeuta:
Natália Martins, fisioterapeuta no Hospital Distrital do Pombal, Portugal, começou a investigar os benefícios do Sling devido à sua aplicação no tratamento da displasia de desenvolvimento do quadril, um defeito na articulação do quadril em que a cabeça do fêmur não se encontra corretamente colocada na respectiva cavidade.A postura que o sling proporciona ao bebê é ótima e indicada para o tratamento deste problema. De uma forma agradável e aconchegante contribui para a sua correção. A fisioterapeuta também frisa que os benefícios estendem-se também aos bebês que não têm este problema.Para a fisioterapeuta, o sling é o melhor meio de transporte para o bebê, sendo também benéfico para a mãe. Ela lembra que no período pós-parto, normalmente, a mãe tem dores nas costas devido à fraqueza dos músculos abdominais e à sobrecarga física causada pelos cuidados ao bebê e afirma que andar com o bebê no bebê- conforto só agrava a situação devido ao peso do conjunto e ao fato de provocar um desvio grande na coluna. Com o sling, a posição da mãe está correta porque o peso está equilibrado. Para o bebê também é melhor do que estar sempre sentado bebê-conforto.

FONTE: www.mae.iol.pt
Principais Benefícios:

Mantém o bebê em contato com a mãe, favorecendo o vínculo.

O sling proporciona ao bebê uma transição mais tranqüila do útero para o mundo externo. Mantém-no à temperatura da mãe, com os cheiros e barulhos (respiração, batimentos...) e embalado de acordo com os movimentos da mãe, como era quando estava na barriga.

É seguro e confortável. Para o bebê, é como estar dormindo na rede. Acomoda o corpinho, sem oferecer ponto de pressão.

O campo visual de um bebê carregado no sling é infinitamente mais agradável e interessante que de um carrinho.

Aumenta muito a interação com o bebê. Por estar tão próximo, estamos sempre falando com o bebê, mostrando coisas, cantando e estimulando. Também por estar próximo, atendemos mais prontamente as solicitações do bebê.

Bebês slingados são mais tranqüilos e seguros. Choram menos e dormem melhor. Desenvolvem-se melhor que a maioria dos bebês.

Quando você carrega em um sling, seus movimentos naturais incentivam o bebê a movimentar seu próprio corpo, a cabeça, pescoço e a musculatura superior dando a ele um excelente tônus muscular.

Torna a vida mais prática, uma vez que deixa suas mãos livres para realizar suas tarefas.

O sling distribui o peso do bebê pelo seu corpo, tornado mais fácil e confortável carregá-lo, o que permite carregá-lo por mais tempo.

Podem ser usados desde o nascimento até 20 kg, quando a criança já não pede mais tanto colo.

Se você tem mais de um filho, o sling pode se tornar indispensável.


O sling pode ajudar a mãe a amamentar discretamente em locais públicos.

Slings são elegantes!

Slings custam muito, muito menos que um carrinho, então você pode ter vários.

Slings fazem mães, pais, bebês e irmãos mais velhos mais felizes!!!



E agora? Corra comprar o seu! Eles custam em torno de R$40,00, podem ser usados da saída da maternidade aos 3 anos e os beneficios que ele traz para o seu pimpolho não tem preço.


sábado, 16 de outubro de 2010

bebê prematuro


Toda gestante morre de medo dessa palavra "prematuro", mas quando não há outra escolha, a opção é encher aquele serzinho pitoco de muita atenção, amor e carinho.

O dia de chegar em casa é muito esperado por todos. E a grande alegria da mamãe.

Levar um bebê recém-nascido para casa já gera bastante expectativa e todo mundo o cerca de atenção. Quando é a vez de um prematuro sair da maternidade, os receios sobre como proceder são maiores ainda. Mas apesar da preocupação, depois da alta, a maioria dos cuidados é praticamente a mesma para os que saíram um pouco antes da barriga da mãe.

Em geral, os bebês já ganharam mais peso e a partir dos 2 kg já podem tomar as primeiras vacinas. “As mães acompanham o filho durante sua estadia na maternidade e lá mesmo recebem orientações”, explica a responsável pelo departamento de neonatologia do Hospital São Luiz, Graziela Lopes del Ben. No hospital, todos os pais, de prematuros e de bebês nascidos a termo, ganham instruções para os testes auditivos, visuais e para como deve ser o acompanhamento médico do recém-nascido nos próximos meses. As mães dos prematuro apenas precisam ficar mais atentas ainda a esses detalhes.

Confira aqui as dicas para depois que ele já estiver em casa:

- mesmo que ele tome alguma fórmula (os prematuros, às vezes, têm dificuldade para sugar o peito a princípio), siga amamentando para fortalecer o sistema imunológico dele;

- faça pausa durante a mamada, para facilitar o processo para o bebê;

- faça-o arrotar, como recomendado para todos os bebês;

- no berço, procure não deixa-lo totalmente na horizontal, mas com uma almofada ou apoio que forme um ângulo de 30º;

- evite aglomerações nos primeiros dois meses;

- o ideal é que só quem vai cuidar do bebê (mãe, pai, avós e enfermeira ou babá) o segure no colo no início;

- o organismo do prematuro é mais frágil. Peça às pessoas que façam as visitas quando ele já estiver maior e não permita o contato de doentes, mesmo que seja só uma virose ou um resfriado. Ele é mais suscetível a complicações pulmonares.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bebês amamentados somente com leite materno até os 6 meses 'têm melhor imunidade'


Segundo cientistas gregos, amamentar traz proteção adicional contra infecções

Benefício só ocorre quando o bebê é alimentado apenas com leite da mãe.

Bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade ganham proteção extra contra infecções, dizem cientistas gregos.

O efeito observado independe de fatores como acesso à saúde e programas de vacinação, eles explicam.

Segundo os especialistas da Universidade de Creta, o segredo estaria na composição do leite materno.

As conclusões do estudo, que envolveu pouco mais de 900 bebês vacinados, foram publicadas na revista científica Archives of Diseases in Childhood.

A equipe ressalta, no entanto, que o benefício só ocorre quando o bebê é alimentado com leite da mãe apenas. Ou seja, acrescentar fórmulas ao leite materno não produz o mesmo efeito.

Especialistas em todo o mundo já recomendam que bebês sejam alimentados somente com leite materno pelo menos durante os seis primeiros meses de vida.

Estudo

Os pesquisadores gregos monitoraram a saúde de 926 bebês durante 12 meses, registrando quaisquer infecções ocorridas em seu primeiro ano de vida.

Entre as infecções registradas estavam doenças respiratórias, do ouvido e candidíase oral (sapinho).

Os recém-nascidos receberam todas as vacinas de rotina e tinham acesso a tratamentos de saúde de alto nível.

Quase dois terços das mães amamentaram seus filhos durante o primeiro mês, mas o número caiu para menos de um quinto (menos de 20%) seis meses depois.

Apenas 91 bebês foram alimentados exclusivamente com o leite da mãe durante os seis primeiros meses.

Os pesquisadores constataram que esse grupo apresentou menos infecções comuns durante seu primeiro ano de vida do que os bebês que foram parcialmente amamentados ou não amamentados.

E as infecções que os bebês contraíram foram menos severas, mesmo levando-se em conta outros fatores que podem influenciar os riscos de infecção, como número de irmãos e exposição à fumaça de cigarro.

O pesquisador Emmanouil Galanakis e sua equipe disseram que a composição do leite materno explica os resultados do estudo.

O leite materno contém anticorpos recebidos da mãe, assim como outros fatores imunológicos e nutricionais que ajudam o bebê a se defender de infecções.

"As mães deveriam ser avisadas pelos profissionais de saúde de que, em adição a outros benefícios, a amamentação exclusiva ajuda a prevenir infrecções em bebês e diminui a frequência e severidade das infecções", os especialistas dizem. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Eu amamentei exclusivamente até os 6 meses, é coisa mais prática, linda e perfeita. Mamazinho saudavel, quentinho e delicioso na hora e lugar que for preciso. Continuei amamentando até 1 ano e 8 meses, parei porque eu estava exausta e surgiram os primeiros sintomas da MG. Tive leite mais de 1 ano seguinte. O leite secou mesmo foi depois da cirurgia, há 3 meses.

A nossa união e cumplicidade não têm preço. Adoro falar sobre esse assunto!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quais os medicamentos que podem ser ingeridos pela mulher durante a gestação?


Oi Meninas! Voltei!!!
Depois de um findi de muito frio, resfriado, e cheia de dor de garganta eu voltei, advinhem? Morrida de saudades dos meus sobrinhos.
Lá eu presenciei a mãe do Bruno, minha cunhada gestante, com uma gripe terrivel. Isso me inspirou o post de hoje. Você, gestante sabe oque fazer em caso de gripe a não ser ligar imediatamente ao seu G.O.? E se ele não atender?


O senso comum já prega há muito tempo que grávida não pode tomar remédio. E não pode mesmo. O uso indiscriminado de remédios é totalmente condenado durante a gravidez. Esta proibição também inclui formulações à base de plantas, como os chazinhos curativos.

Tanto cuidado se justifica porque a exposição a certos compostos químicos pode causar danos graves ao feto, como malformações, deficiências funcionais, retardo do crescimento e até mesmo a morte. Nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação do obstetra.


Mesmo se for prescrito por outro especialista, o médico que acompanha a gestação deve ser informado. Este cuidado deve ser maior nos três primeiros meses, quando se formam todos os órgãos do bebê. Nessa fase, remédios são desaconselhados sem indicação médica, incluindo fitoterápicos, homeopáticos, vitaminas e florais.

Algumas drogas podem ser muito nocivas durante a gravidez, como, por exemplo, os retinóides (congêneres da vitamina A), em especial a isotretinoína, indicada para quadros graves e persistentes de acne, que provoca anomalias no sistema nervoso como hidrocefalia e retardo mental, defeitos no aparelho cardiovascular e alterações no crânio, especialmente nas orelhas.


A warfarina, utilizada para o controle da pressão arterial e para o tratamento da trombose, pode causar aborto, defeitos no sistema nervoso e hemorragia cerebral. Dois princípios ativos contra convulsões são acusados de alterar a formação da coluna vertebral do nenê: a carbamazepina e o ácido valpróico, esse último também receitado para prevenir crises de enxaqueca.

Também entram na lista dos proibidos os fármacos para tratamento de câncer, que podem prejudicar o desenvolvimento do feto como um todo porque interferem na divisão celular.


Nem os naturais
Os fitoterápicos, medicamentos à base de ervas, também oferecem riscos. A cáscara sagrada, que é um laxante natural, pode causar contrações antes do tempo, com possibilidade de aborto e parto prematuro. O guaco, com o qual se faz xarope contra tosse, oferece risco de hemorragias. A hortelã, consumida na forma de chá contra gripes e resfriados, pode causar malformações, se utilizada em altas doses. Como tempero, ela é liberada. Até uma vitamina pode fazer estragos. O excesso de vitamina A é associado a malformações. Muitas gestantes necessitam de suplementação de ácido fólico, ferro e cálcio, dentre outros nutrientes. Mas nem todos os complexos vitamínicos são adequados nessa fase da vida.


Quando é imprescindível?
Em alguns casos, a medicação se torna imprescindível porque a gestante apresenta algum distúrbio que pode trazer complicações importantes para a gravidez ou mesmo que possa colocar sua vida em perigo. Nestes casos, a falta de tratamento compromete mais a gestação do que o uso do remédio em si. Hipertensão se não for controlada, a elevação da pressão arterial da mãe ocasiona retardo no crescimento intra-uterino, parto prematuro e nascimento de bebês de baixo peso.

Estudos comprovaram a segurança de algumas drogas anti-hipertensivas como certos betabloqueadores; Diabetes taxas altas de açúcar no sangue da gestante podem levar a malformações e à morte fetal. O tratamento é feito com dieta hipocalórica (orientada por uma nutricionista especializada e exercícios físicos orientados por um personal especializado em gestantes) e, muitas vezes, com o emprego da insulina; Epilesia embora as drogas para controle do distúrbio não sejam totalmente isentas de riscos, é preciso avaliar bem a relação custo/benefício.

Crises convulsivas freqüentes podem comprometer a oxigenação do bebê, por isso os remédios são mantidos; Depressão se a gestante tiver depressão leve, uma psicoterapia é suficiente para ajudá-la a recuperar o equilíbrio emocional. Mas em casos moderados e graves, talvez não seja o bastante.

Quando o risco de suicídio é grande, o antidepressivo precisa ser administrado. Mulheres com depressão crônica são mais vulneráveis à depressão pós-parto, por isso, a medicação não é interrompida; Doenças infecciosas a mais comum é a infecção urinária, que se não for bem tratada com antibióticos, pode acarretar em parto prematuro.

Existem antibióticos seguros para uso na gravidez, prescritos quando o distúrbio é diagnosticado por exames; Corrimentos vaginais a queda na imunidade que ocorre nos nove meses torna as gestantes mais predispostas a inflamações genitais.

A falta de tratamento pode levar ao parto prematuro. Alguns cremes são permitidos para uso na gravidez;

Distúrbios da tireóide o hipotireoidismo é um quadro bastante comum e requer tratamento porque a falta do hormônio da tireóide na gestação está relacionada a uma certa diminuição do QI do bebê, trazendo como conseqüências dificuldades de aprendizado na idade escolar. O excesso de hormônio (hipertireoidismo) também traz prejuízos e precisa ser tratado, pois eleva o índice de abortos no primeiro trimestre.


Como lidar com outras situações?
Enjôos fracione as refeições para não ficar muitas horas em jejum. Prefira alimentos gelados e evite comida gordurosa. Se não resolver, os ginecologistas, às vezes, prescrevem dimenidrinato isolado ou associado à vitamina B6 ou metoclopramida. Outra opção é a acupuntura, que dá bons resultados em casos de náuseas e vômitos e é permitida desde o começo da gestação;

Resfriados dores e febres são controladas com paracetamol, mediante prescrição médica. Os descongestionantes nasais estão proibidos, pois podem estreitar os vasos da placenta e comprometer o fluxo de sangue para o bebê. É melhor pingar nas narinas soro fisiológico ou fazer inalação só com o soro. Nada de drogas contra tosse, especialmente as que contêm codeína e formulações à base de guaco. Prefira mel com limão; Inchaço reduza o sal na comida, descanse com as pernas elevadas e faça exercícios físicos para ativar a circulação; Enxaqueca analgésicos mais fortes não são recomendados e os remédios para prevenir as crises também estão fora de questão.

O médico pode recomendar paracetamol e, como segunda opção, dipirona. A acupuntura também traz alívio. É conveniente que se verifique resistência à insulina (causa freqüente de enxaquecas) e se confirmada, poderá ser tratada; Insônia leite quente com mel antes de dormir pode trazer conforto.

Massagens relaxantes e acupuntura também são boas dicas.


Aléssio Calil Mathias é ginecologista e obstetra e diretor da Clínica Gênesis

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Falando em Gravidez, para a minha filha:

Filha, a nossa gravidez foi encantada desde o momento que suspeitei. Percebi que minha menstruação estava atrasada a 4 dias, mas ela nunca atrasou. A noite enquanto assistia tevê lembrei disso, coloquei a mão na barriga e disse: Você ta ai bebe? Falei p/ o Papai e ele disse: Não pode ser, mas se for, vamos cuidar! Será que vem a Ana Luiza?
No outro dia marquei ginecologista, ele havia cortado o contraceptivo ha 3 meses qdo me deu alergia. De cara ele disse que não era gravidez, meu colo estava rosado e eu disse: Ufa! Com um grande desapontamento no olhar, acho q eu ja estava acostumada com a ideia.
Derrepente, avistamos uma bolinha! Era você princesa! Tão pequena! Meus olhos encheram de lagrimas, começei a tremer e ele disse: Parabéns Mamãe!
Minha vida mudou! Eu seria sua mamãe!
Eu tinha 23 anos e o Papai 24, nós eramos noivos.
Avisei o seu Papai, sua vovó, seu vovô e seu dindo. Passei na loja e comprei seus primeiros sapatinhos, tão lindos! Aqueles que hoje vc coloca em suas bonecas. Eu estava tão feliz que não cabia dentro de mim.

No outro dia contamos p/ a familia do Papai e alguns amigos. Alguns se assustaram, outros comemoraram. Meus pais, alguns dias depois disseram palavras que me partiram em mil, mas fiz questao de não deixar chegar até você. Logo você seria toda a felicidade deles, o amor que eles nem sabiam que existia.
Nós tinhamos um ao outro e agora você, e você filha tinha a nós dois. Cada exame, cada dor, cada movimento era mágico.
Eu e você tinhamos as nossas musicas, nossas comidas, nossos momentos! E eu vivi isso tudo a cada instante.

Você foi muito esperada, a vovó e meus parentes não paravam de te mandar presentes. A gente amava né?
Eu sempre soube que você era uma menina e só comprava roupas rosa, qdo vc ganhava roupinhas verdinhas ou azuis torciamos o nariz. Eu sonhava com vc diariamente, e vc era exatamente desde jeitinho ai.
E eu não parava de estudar sobre esse momento de graça. Esse sonho, essa magia toda.
Preparei com o Papai um mundo cheio de amor e alegria, só para você. Seu pai era e é louco por você, nos paparicava, chorava nos exames, chorou muito mais quando você nasceu e ele te viu pela primeira vez. Você realizou o meu sonho de ser mãe.
De sermos uma familia. Uma familia linda, apaixonada, feliz e realizada.
Sabe, alguem disse que não era hora, que um filho traz muitos gastos que o mesmo só pode vir depois de uma estabilização financeira. Essa pessoa não sabe o real sentimento de ter um filho. Qualquer mãe, que é mãe, tira da boca para dar o que comer p/ um filho.
O mais importante é dar o melhor de si e não a roupa mais cara.
Eu dou o melhor de mim para a minha Você sempre!
Dar o melhor de si p/ seus filhos é 50% para torna-lo um adulto feliz e realizado. Pense nisso.

Mamãe.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Moda









Desde o estilo mais básico, para o dia-a-dia, as batas, ou blusas com tecido elástico, modelam e protegem o barrigão, deixando-o ainda mais irresistivel, indo bem com calças mais justas como legging e skinner, até as pantalonas. Até mesmo o jeans pode ser adaptável, com os modelos de elástico no lugar do cós, super confortaveis.
Na hora da festa, a mulher em estado interessante, não pode deixar de brilhar! Vestidos que valorizam o busto ficam lindo. Nas cores, deve-se evitar as mais vivas e optar por algo mais neutro, como o bege, cinza, lilas ou mesmo o preto. Mas nada usar rooupas sem cortes, parecendo aquelas camisolas da vovó. Estampas? Escolha as maiores e mais discretas.
Seja qual for a época da vida, de menina a vovó, uma mulher deve saber se vestir! Na gravidez, isso não pode ser diferente. Desta maneira, a mulher mantém elevada a auto-estima e com certeza terá uma gestação muito mais agradável e feliz.
Na minha gravidez usei minhas calças jeans ate os 6 meses, elas eram de cós bemmm baixos, com batas, era o auge e ficava uma graça, depois usei e abusei de calças oxford p/ gestantes e muitaaaa legging. No final e calor de 40° abusava de vetidinhos.

Emoções


Logo no início da gestação, a futura mamãe já tem uma certeza: conviver com a complicada gangorra de emoções que caracterizam a gestação.

Num dia acorda bem, feliz, e acha o máximo aquela "barriguinha". No outro, não quer nem olhar para o espelho e enfrenta um insuportável mau humor.

Pois é... a gravidez não é tão rósea como te contaram. Existem todas as mudanças físicas, associadas aos hormônios, bem como a insegurança e a ansiedade, sentimentos que sempre acompanham as situações novas.

Gestar é lidar com algo completamente novo, desconhecido, a mulher fica naturalmente mais sensível, apreensiva e até chorosa.

Uma gestação dura 4 trimestres. Isso mesmo, 1 ano inteirinho! São 9 meses com o bebê dentro da barriga e 3 com ele no colo.

Primeiro trimestre: Período de descobertas e de muita instabilidade. O corpo ainda não se modificou muito, mas dúvidas não faltam à gestante: se é a hora certa para ter um bebê, se será boa mãe, se o bebê será perfeito, se o marido continuará gostanto dela mesmo barriguda, etc.

Como resultado de tanta ansiedade, uma queda da libido e um estado de irritação constante.

Daí podem surgir também os enjôos, desmaios e crises de choro, que funcionam como símbolos inconscientes, mas muito concretos dessa gestação.

Segundo trimestre: Aí vem um período de paz. Agora seu corpo já assumiu os contornos da gravidez, seu bebê já aparece na tela do ultra-som e o futuro pai já se sente mais encorajado a se aproximar da barriga. Provavelmente, você terá muitos momentos de alegria com esse bebê mexendo, e sua disposição estará em alta.

Terceiro trimestre: De novo as preocupações com o bebê voltam à tona, acompanhada da ansiedade e temores em relação ao parto.

Quarto Trimestre: Agora seu filho já está no colo e esse é o melhor lugar para ele nesses primeiros 3 meses, mesmo porque ele não sabe que nasceu (portanto não vai ficar mal-acostumado). Mas ele sente saudades da barriga e só o contato com você pode ajudá-lo a sentir-se confortável.

Aproveite mais um pouquinho essa gestação que continua, só que externamente.

Dicas para todos os meses:

* Nos momentos mais difíceis, respire fundo, beba um copo de água e lembre-se que é uma fase transitória, quer dizer, que logo passa.
* Não guarde as dúvidas e medos só para si, divida com seu médico, amigas e seu companheiro.
* Procure um bom curso para gestantes e uma atividade física como hidroginástica, yoga ou relaxamento.
* Reserve alguns minutos diários para cuidar de si mesmo e do seu corpo grávido.

Clarice Skalkowicz Jreissati

Fer, mãe do Ben e Levi

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bate papo com o bebê ainda na barriga


A relação saudável de afetividade que os pais criam com seus filhos desde que o bebê está crescendo dentro da barriga da mamãe é de extrema importância para o seu pleno desenvolvimento e traz benefícios até a vida adulta.

Alguns pais até podem dizer: "Tudo bem, isso eu sei que as crianças precisam de amor. Mas como demonstrar?"

Pode até parecer fácil, mas demonstrar carinho, às vezes, pode ser muito difícil e pode demandar treino. Isso mesmo, treino! Todos os pais amam seus filhos e morreriam por eles, mas se isso não for dito por gestos e palavras nem sempre a criança pode perceber.

Comece já na gravidez, desde os primeiros meses o bebê já ouve. Portanto, papai e mamãe podem cantar e conversar com o filho. Exames mostram que o nenê ainda na barriga relaxa ao ouvir sons de músicas do "mundo externo". Só não vai colocar música muito agitada, né. A voz dos pais já é reconhecida e reconfortante para o bebê assim que nasce.

É o melhor para poder crescer... - A hora do banho e da alimentação são importantíssimos para a criação de vínculos fortes. O banho permite que os pais toquem no bebê e no pós-banho a massagem acalma e deixa o bebê seguro nas mãos dos pais.

A amamentação é a troca entre mamãe e bebê. "Na posição correta, barriga com barriga, permite que os olhares de mamãe e bebê se cruzem o tempo todo enquanto há momentos de carinho entre os dois", destaca Jamile Elias, fonoaudióloga com aprimoramento em Saúde Materno-Infanti.

O papai também pode participar desse momento ou até, caso o bebê já não esteja mais sendo amamentado, pode oferecer a comida e participar ainda mais ativamente desse momento.

Papai de corpo e alma - Os pais devem ter um tempo para seus filhos; qualidade é melhor do que quantidade. É preferível 15 minutos com os pais inteiramente do que o dia todo com os pais preocupados com o trabalho, com a louça suja ou com a conversa com a vizinha.

Brincar com as crianças, participar das suas atividades, conversar sobre o dia deles, valorizar suas descobertas e boas atitudes e repreendendo o comportamento errado com paciência, compreensão e amor são exemplos de afetividade de que as crianças precisam desde cedo para se tornarem pessoas confiantes e felizes.

Criança segura - Com carinho desde cedo, a criança sente-se mais protegida, é mais estável emocionalmente e cresce mais independente e segura. Confiança e intimidade que muitos pais procuram ter com seus filhos crescem ao longo da afetividade, que são demonstradas entre eles e os pequenos.

Crescer dentro de uma família onde mamãe e papai criam vínculos fortes e proveitosos ajudam na capacidade da criança aprender, pensar e de se socializar com as outras pessoas. As habilidades sociais de que as crianças precisam nos primeiros anos de vida são facilitadas pela segurança e autonomia criados pelos laços de afeto entre pais e filhos desenvolvidos desde o crescimento da barriga.

As vantagens desse relacionamento de carinho e afeto beneficiarão a adolescência dessa criança, elevando a sua auto-estima, fazendo com que o adolescente consiga passar por essa fase sem maiores transtornos, crescendo seguro e com mais autoconfiança.

Dicas

Caso seja uma pessoa que dificilmente demonstra afeto, comece colocando horários para conversar com seu filho que está dentro da barriga ou mesmo que ele já tenha nascido. Se force nem que sejam cinco minutos por dia e verá que esses cinco minutos passarão a ser horas!

Não se culpe por trabalhar fora e ter pouco tempo com seu filho. Só tome o cuidado para que esse tempo seja um período de qualidade e não em frente à televisão.

Criança precisa e pede limites. Não deixe seu filho fazer tudo o que quiser. Lembre-se que a vida mais para frente não permitirá que tenha tudo o que quer.

Bruno Rodrigues

Minha gestação foi planejada e muito desejada, a realização de um sonho, a maternidade, foi incrível, um período mágico na minha vida..nunca pensei q sentiria tanta saudades do barrigão...mas hj com minha Alice nos braços sou muiiiito Feliz e realizada (Jackinha, mae da Alice)

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