sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Você não sabe brincar com seu filho?

André Spinola e Castro

Jogar bola, sentar no chão para montar quebra-cabeças, pintar. Quando ficamos adultos, parece mesmo que brincar nos requer certas habilidades especiais, e alguns pais pensam que não sabem brincar com os filhos. Quem só teve irmãs, por exemplo, acha que vai ser difícil brincar com coisas de menino - e o inverso também acontece. Você não precisa fazer um curso para aprender tudo como fazer. Seu filho vai te convidar para brincar, para sentar junto com ele e dividir aquele momento. Naturalmente, você vai se entregar à brincadeira e, juntos, vão aprender a brincar.

A intimidade e a amizade são construídas aos poucos, com as próprias brincadeiras. Enquanto brincam, as crianças expressam suas emoções, desenvolvem suas habilidades motoras, criam coisas novas. Estar ao lado dela brincando significa fazer parte desse processo de aprendizado. Vocês podem começar com um passeio ao parque. Lá você pode jogar um lençol na grama e fazer um piquenique, depois jogar bola, ler um livro. Em casa, veja o que seu filho gosta de fazer. Se ele for ligado em tecnologias, pode ajudá-la a jogar videogame ou a mexer no computador. Você pode mostrar a ele coisas que você adora fazer. Cozinhar, por exemplo, é uma forma de brincar também, afinal, na hora do preparo, qual a diferença entre fazer uma bolacha com massinha e uma com ingredientes de verdade? Na cozinha, seu filho conhece novas texturas, aromas e sabores.

Tem ainda aquelas brincadeiras que todo mundo – inclusive você – já brincou, como pega-pega e esconde-esconde. Mas brincar não é só isso. É também fazer um desenho, colorir, inventar histórias com bichos de pelúcia.

Durante a brincadeira, não se coloque no papel de uma criança. Você está ali como pai ou mãe, e é assim que vai se divertir com ele – e seu filho vai adorar! Registre esses momentos, as risadas, os desafios de cada jogo. Assim, você não vai só brincar, mas construir memórias também. E o mais importante: criar vínculos com seu filho que vão fazer diferença durante toda a vida dele.

E se eu não conseguir...

Se depois de muitos momentos ainda assim você acreditar que não consegue, é legal pedir ajuda na escola e, em alguns casos, conversar com um terapeuta. Essa dificuldade pode ser resultado de uma educação rígida e poucas experiências com brincadeiras durante a infância. No mercado há muitos livros e sites - como o CRESCER - que podem dar a você ótimas dicas e sugestões. Divirtam-se!

Fontes: Silvia Amaral, psicopedagoga, e Anne Lise Scappaticci, terapeuta familiar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

3 comentários:

Fabi disse...

Oi miga tava sumidinha... sentimos sua falta!
Brincar com os filhos é tão bom... tanto pra eles qto pra gente, relaxa, faz esquecer os problemas...

Trícia disse...

Gosto de sentar e brincar com a Gigia. Queria muito ter uma menina pra me sentir mais a vontade pra fazer isso, e é maravilhoso. Passamos uma tarde inteirinha nos divertindo juntas.

Fernanda disse...

Apesar do pouco tempo,, e as vezes da falta de paciência, gosto muito de brincar com meus filhos, ele adora jogar UNO, damas, banco imobiliário, jogos do tipo, e assim a gente passa o tempo,, isso é muito bom!!

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